Como escolher a onda ideal para sua embalagem de papelão ondulado

A escolha da onda influencia a espessura, a proteção, a resistência, a impressão e o desempenho da embalagem durante o transporte e o empilhamento. Conheça as estruturas E, B, C, BE, BB, BC e TT utilizadas pela Inbrapel.

A escolha da estrutura do papelão ondulado é uma etapa importante no desenvolvimento de uma embalagem. Diferentes tipos de onda podem alterar a espessura da chapa, a rigidez, a capacidade de absorção de impactos, a resistência ao empilhamento e o espaço ocupado durante o transporte.

Por isso, a especificação não deve considerar apenas a aparência da embalagem. É necessário avaliar o produto, a forma de movimentação, o tipo de transporte, o armazenamento e as condições às quais a embalagem estará submetida.

Na Inbrapel, as opções apresentadas incluem as ondas E, B, C, BE, BB, BC e TT. Cada estrutura atende a uma combinação diferente de requisitos.

O que é a onda do papelão ondulado?

A onda é o perfil formado pelo papel miolo ondulado que fica entre as capas de papel. Esse miolo cria uma estrutura que aumenta a espessura da chapa e ajuda a afastar as capas, contribuindo para o desempenho mecânico do papelão ondulado.

As ondas podem variar em altura e frequência. Também podem ser combinadas em estruturas de parede dupla, que reúnem duas camadas onduladas separadas por uma capa intermediária.

A onda, no entanto, não determina sozinha o desempenho final da embalagem. O resultado também depende dos papéis utilizados, da gramatura, da qualidade de fabricação, do projeto estrutural e das condições de uso.

Onda E: menor espessura e foco no acabamento

A onda E possui menor espessura entre as estruturas apresentadas. Sua superfície tende a ser mais regular, o que pode favorecer a impressão e a apresentação visual da embalagem.

Ela pode ser avaliada para produtos leves, embalagens com maior exigência de acabamento ou projetos que precisam aproveitar melhor o espaço. Sua aplicação deve considerar o peso do produto e as exigências de proteção durante a logística.

Onda B: equilíbrio entre proteção e aproveitamento de espaço

A onda B oferece um equilíbrio entre resistência, proteção e espessura. Pode ser uma alternativa para produtos leves e médios, especialmente em embalagens que passam por manuseio frequente e precisam manter um volume relativamente compacto.

Também pode contribuir para uma boa superfície de impressão, dependendo da especificação completa do papelão e do projeto da embalagem.

Onda C: maior espessura e absorção de impactos

A onda C apresenta maior altura em relação à onda B. Essa característica pode contribuir para uma estrutura mais espessa e para a absorção de impactos durante a movimentação e o transporte.

É uma opção que pode ser considerada quando o projeto exige mais proteção ou maior espessura. A escolha final deve levar em conta o peso, a fragilidade do produto e as condições de empilhamento.

Onda BE: combinação de proteção e acabamento

A estrutura BE combina uma camada de onda B com uma camada de onda E. Por reunir dois perfis diferentes, pode oferecer um equilíbrio entre resistência, proteção, espessura e acabamento externo.

Essa estrutura pode ser interessante para embalagens que precisam apresentar boa aparência sem abrir mão de uma parede dupla. A indicação depende do produto e dos requisitos de desempenho definidos para o projeto.

Onda BB: parede dupla com duas camadas de onda B

A estrutura BB combina duas camadas de onda B em uma parede dupla. A presença de duas camadas onduladas pode aumentar a espessura e a rigidez da chapa em comparação com uma estrutura de parede simples.

Pode ser avaliada em aplicações que exigem maior suporte ao empilhamento, proteção adicional e resistência durante a movimentação. Ainda assim, a escolha deve considerar a relação entre desempenho, peso e custo logístico.

Onda BC: parede dupla com ondas B e C

A estrutura BC combina uma camada de onda B com uma camada de onda C. Essa composição reúne perfis com características diferentes em uma mesma chapa de parede dupla.

Pode ser considerada em embalagens para produtos mais pesados, frágeis ou submetidos a esforços maiores durante o transporte e o armazenamento. A especificação correta depende da carga, do empilhamento e das condições reais de operação.

Onda TT: parede dupla com duas camadas do mesmo tipo

A estrutura TT utiliza duas camadas do mesmo tipo de onda em uma parede dupla. Essa configuração pode contribuir para uma chapa mais espessa e rígida, adequada para projetos que exigem suporte estrutural adicional.

Ela pode ser avaliada para produtos que precisam de maior resistência durante o transporte, o armazenamento e a movimentação. A aplicação deve ser definida a partir de uma análise técnica do conjunto embalagem-produto.

Qual é a melhor onda para cada embalagem?

Não existe uma resposta única. A melhor estrutura é aquela que atende aos requisitos da aplicação sem acrescentar material ou custo de forma desnecessária.

Antes de escolher a onda, é importante avaliar:

CritérioPor que é importante
Peso e dimensões do produtoInfluenciam a resistência necessária da embalagem.
FragilidadeAjuda a definir o nível de proteção e absorção de impactos.
TransporteConsidera vibração, movimentação, distância e manuseio.
EmpilhamentoDefine a necessidade de resistência à compressão.
ArmazenamentoAvalia tempo, umidade e condições do local.
Impressão e acabamentoOrienta a escolha da superfície e da estrutura externa.
Espaço e logísticaRelaciona a espessura ao aproveitamento de volume.

Uma análise técnica evita escolher uma estrutura apenas pela espessura ou pela ideia de que uma onda mais robusta será sempre a melhor solução. Em alguns casos, uma estrutura mais compacta atende melhor à aplicação. Em outros, uma parede dupla pode ser necessária para proteger o produto e manter o desempenho no empilhamento.

Especificação técnica é parte da proteção

A embalagem precisa acompanhar toda a jornada do produto: fabricação, armazenagem, transporte, distribuição e entrega. Por isso, a definição da onda deve fazer parte de uma avaliação mais ampla, que considere o produto e os esforços logísticos envolvidos.

Com a estrutura adequada, é possível buscar um equilíbrio entre proteção, resistência, acabamento, aproveitamento de espaço e eficiência operacional.

Fale com a Inbrapel para avaliar a melhor configuração para sua embalagem.

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